Oscar 2012 – Melhor Canção Original

Essa é a única categoria com presença brasileira na premiação do Oscar 2012. São apenas dois indicados:

1. Man or a Muppet (Os Muppets) – Composta por Bret McKenzie, com participações de Jason Segel e Jim Parsons (Sheldon de Big Bang Theory, sendo a impressão humana do muppet Walter)

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2. Real in Rio (Rio) – Composta por Sergio Mendes e Carlinhos Brown, com participações de Anne Hathaway, Jesse Einsenberg, Jamie Foxx e Will.I.Am.

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Essa é uma disputa bastante acirrada. Achei a música dos Muppets muito engraçada! Digna de ganhar só para ver Jason Segel subindo ao palco e provavelmente fazendo algum comentário engraçado.

Mas em termos de qualidade, Real in Rio tem tudo para ganhar! A música foi muito bem produzida, e acompanha o clima que nós estamos vivendo no Brasil nesse pré-carnaval.

Minha aposta: Rio vencerá! Até porquê foi inexplicável um filme que teve ótima aceitação da crítica e do público (em nível mundial), não ter sido indicado para melhor animação. Vai ser quase como um pedido de desculpas por esse vacilo da Academia.

E você, qual é o seu favorito? Comente aí!

Injustiça no Oscar 2012: Andy Serkis e o seu estilo de atuar

Andy Serkis foi responsável por ótimas atuações nos últimos anos. Ao contrário de outros atores, Serkis não mostra (claramente) seu rosto. Ele utiliza personagens feitos com computação gráfica, o famoso CGI.

Seu trabalho ganhou reconhecimento após interpretar Gollum (Smeagol) na fantástica trilogia O Senhor dos Anéis. A riqueza de detalhes, maneirismos e interpretação do personagem foi de tirar o fôlego, fazendo com que Gollum fosse eleito por muitas pessoas como o melhor personagem de CGI de todos os tempos.

Depois foi a vez de ser o responsável por interpretar King Kong, no remake dirigido pelo seu amigo Peter Jackson. Nesse papel, Serkis foi mais sóbrio mas mesmo assim traduziu a imponência do “monstro”. Já o filme não foi lá essas coisas, mas isso não vem ao caso.

Em 2011, Serkis fez o macaco César no excelente filme Planeta dos Macacos – A Origem. Aí sim, o impacto do seu trabalho foi grande. As pessoas começaram a se perguntar se um personagem de computação gráfica poderia competir contra um ator convencional. E é claro que pode!

Mesmo assim, a Academia responsável pelo Oscar resolveu ignorar a incrível performance. Outros prêmios fizeram a mesma coisa e César ficou de fora dos principais festivais de cinema. Porquê? Por puro preciosismo saudosista dos críticos. Afinal as novas tecnlogias estão aí para serem usadas e reconhecidas!

Faço aqui uma menção honrosa ao injustiçado Andy Serkis. Ele poderia tranquilamente estar figurando entre os indicados a Melhor Ator Coadjuvante, ou até mesmo a Melhor Ator (Veja aqui o comentário sobre os verdadeiros indicados). Pois ele conseguiu tirar a atenção do ator principal, James Franco, e conseguiu atrair uma grande responsabilidade para sí.

Há quem diga que sua interpretação foi superestimada e até muito emotiva para um chimpanzé; mas é inegável que a atuação foi surpreendente e é isso que devemos prestigiar.

É realmente incompreensível essa teimosia dos festivais em não considerar a captura de movimento como uma forma de arte dentro do cinema. Espero que isso mude… e logo!

Oscar 2012 – Melhor Ator

Os três favoritos pra essa categoria são George Clooney, Brad Pitt e Jean Dujardan. Dois rostos bastante conhecidos e um estreante. Mesmo com boas atuações, Damián Bichir e Gary Oldman correm por fora…

Demián BichirA Better Life
George Clooney – Os Descendentes
Jean Dujardin – O Artista
Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais
Brad PittMoneyball – O Homem que Mudou o Jogo

Sei que o Emmy de 2012 já premiou George Clooney por Os Descendentes. Já digo que foi um erro. Digo isso porque Os Descendentes é um filme bom, mas nem tanto. Mostrar o lado cotidiano do Havaí, retirando aquela imagem de paraíso que temos, foi bem interessante. Mas ao todo o filme ficou muito na média. Vale a pena premiar algo só OK? Pois é…

A performance de Clooney é (praticamente) sempre a mesma. Seu personagem, Matt King é um pai de duas filhas que não tem uma conexão muito forte com elas, e agora que sua mulher está em coma, ele precisa reaprender a se relacionar com elas. Ele é um bom ator, não digo nada diferente disso, mas eu acho que o Oscar é um prêmio que deve honrar a performance acima da média. Uma atuação diferenciada… com coragem e inovação.

Indo por essa linha de pensamento, quem deveria ganhar é o francês Jean Dujardin. O filme O Artista é incrivelmente bem executado. Produzir um filme P&B e mudo em pleno século XXI é requer muita coragem. O resultado foi excelente! Um filme muito acima da média.

Dujardin interpreta George Valentin, um ator do cinema mudo que enfrenta a mudança para o cinema falado e a necessidade de caras novas em Hollywoodland. Ele conseguiu dar expressões significativas na medida certa para um papel de cinema mudo. O seu companheiro no filme – um cão herói no maior estilo Rintintin – foi fundamental para que o ator conseguisse mais carisma com o telespectador.

Essa é a minha aposta: Jean Dujardin – O Artista (literalmente) Melhor Ator 2012.

Brad Pitt, diferente de George Clooney, já fez inúmeros papéis bastante diferentes. De um alter-ego imaginário psicótico em Clube da Luta até um homem que nasceu idoso e vai ficando cada vez mais jovem em Curioso Caso de Benjamin Button. De um policial cumpridor da lei em Se7en até um capiria norte-americano disposto a colecionar Nazi Scalps em Bastardos Inglórios. Deu pra entender o raciocínio.

Enfim, em Moneyball – O Homem que mudou o jogo, Brad Pitt faz um papel sem muito brilho e atenção, comparad com O Artista. Mas isso não significa que seu papel foi pior interpretado. Pelo contrário. O roteiro previa Billy Beane, um manager de Baseball comum que muda a maneira de administrar um time, utilizando somente estatísticas.

Brad Pitt conseguiu dar uma personalidade muito interessante para esse papel “comum”. Tendo confrontos como ser muito supersticioso enquanto dirige um time de maneira crua e precisa; sendo um homem explosivo e agressivo ao mesmo tempo q que tenta dar atenção a sua filha, que não mora mais com ele.

Pelas pequenas nuancias do papel, minha torcida vai para Brad Pitt em Moneyball.

Moonrise Kingdom – O novo filme de Wes Anderson

2011 terminou com a divulgação de trailers dos filmes que prometem em 2012, como Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, Prometheus, Mercenários 2, entre outros.

Porém agora, em janeiro, vi um trailer que, pessoalmente, eu estava esperando muito. E como está escrito no título o filme é Moonrise Kingdom. O novo filme de um dos meus diretores favoritos Wes Anderson.

Leia aqui um post interessante sobre o diretor -

A história já tinha sido divulgada no início do ano passado, mas agora já conseguimos ver que o diretor continua com a sua abordagem única. E mais uma vez misturando problemas de família em uma doce história de um romance infantil. Temos também uma aventura, para aqueles que vão atrás do jovem casal. O tom de sépia da fotografia é bem característico e funciona muito bem com o estilo de direção. Quem viu O Fantástico Sr. Raposo pode lembrar um pouco das cores utilizadas no filme. Resumindo: acho que vai ser um grande filme!

Compondo o elenco temos os velhos amigos de Wes, Bill Murray e Jason Schwartzman, junto com Edward Norton e Bruce Willis. Vendo o peso do elenco, podemos ter certeza que, pelo menos o roteiro, é muito bom!

Sem mais delongas, assista o trailer e tire suas próprias conclusões e comente aqui embaixo.

Crítica: 11.11.11

Por Jéssica Mazzola  (@jemmazzola)

O filme lançado na ultima sexta, 11/11/11, foi um dos filmes de terror mais aguardados do ano. Ou seja, perda de tempo pra nós, amantes de suspense e terror DE VERDADE. Ok, não vou mentir pra vocês. Eu e minha mãe (amante máster de filmes assim) gritamos BASTANTE no cinema. Mas mesmo assim, o filme acabou e todas as pessoas se olharam e falaram, como assim?

Com uma trama bastante confusa, Darren Bousnam, diretor desse e de três filmes da saga Jogos Mortais, quis levar um pouco da agonia que sentimos ao assistir JigSaw pra um contexto mais fantasioso.  Nos Jogos Mortais tudo aquilo era real, poderia acontecer com qualquer um de nós (mais ou menos), mas no 11 11 11 a história vai pra uma dimensão bem mais alternativa. Com trilha sonora bem ao estilo de Sobrenatural (aquele filme do guri que fica em coma do nada) e com maquiagem dos personagens demoníacos, o filme tem seu valor ao dar bons sustos no publico. Porem, pela expectativa gerada até a data, acredito que levou o pessoal a não gostar muito da execução em si.

Sendo super sincera, eu gostei da HISTÓRIA, não do filme em si. Achei ela mal contada e deixa muitas duvidas pro espectador. O mal venceu o bem, nesse caso. E como o pastor mesmo disse: cuidado com os lobos vestidos de ovelha. E é bem isso o filme, tu tens uma expectativa e ele te engana e leva pra outra.

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O incompreendido seriado Carpoolers

Hoje eu gostaria de falar sobre o seriado Carpoolers. Uma comédia da ABC que infelizmente não deu certo. Motivo do cancelamento? Como sempre, audiência. Mas como Arrested Development também foi cancelado por audiência, isso não quer dizer que não foi uma boa sitcom. A questão é que Carpoolers não teve necessariamente um público alvo. É uma comédia familiar mas que explora basicamente o universo masculino, das mentiras e humor que se tem com amigos. Como ele é bem leve no conteúdo, não teve muito apelo.

A história é muito simples. Quatro vizinhos que vão juntos para o trabalho todo dia de carona, e como diria o narrador da Tela Quente: “Essa turma vai se meter em muitas confusões”. São típicas histórias de personagens normais e que podemos, facilmente, nos relacionar. Acompanhamos a vida de quatro amigos que estão lidando com situações do dia-a-dia….

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Crítica: O Palhaço

Alegria, alegria! A primeira crítica do blog de um filme nacional não poderia começar melhor. O filme foi escrito, dirigido e estrelado por Selton Mello. Não é a toa que o filme todo tem um toque de Selton Mello. Desde a sua voz, a mistura de personagens entre Benjamin e Palhaço Pangaré, a seriedade em cenas cômicas, a sátira em cenas trágicas… Enfim.

O filme consegue passar um tom de comédia bem pastelão mesmo. Mas é bastante agradável e arranca boas risadas de todos no cinema….

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